Quem somos
O MUSA é um Núcleo de Estudos em Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe e faz parte do Laboratório de Antropologia Social da UFSC.
Fundado em 1990 por Rafael José de Menezes Bastos, atualmente é coordenado por ele, por María Eugenia Domínguez e por Sílvia Loch.
Participam do Musa pesquisadoras e pesquisadores em nível de graduação e pós-graduação desenvolvendo pesquisas na linha Arte e Etnomusicologia.
O MUSA funciona no Departamento de Antropologia da UFSC (Campus Trindade, CFH-Bloco B, sala 3, 1º andar).
Contatos:
loch.silvia@gmail.com
https://www.facebook.com/MusaUfsc
https://www.instagram.com/musa_ufsc?igsh=MXc3dm0xMXlwYndyeA%3D%3D&utm_source=qr
Maria Eugenia Dominguez
Professora associada do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC) e do Departamento de Antropologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC). Graduada em antropologia social pela Universidade de Buenos Aires (Argentina); é mestre e doutora em antropologia social pela UFSC (2009). Realizou pós-doutorado na Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e no Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA) do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe (MUSA/UFSC/CNPq). Pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT-IBP/CNPq).
Projeto:Antropologia, arte e etnomusicologia
Resumo: O projeto tem como objetivo geral estudar e comparar práticas artísticas, os conhecimentos a elas associados e a sua performatividade em relação a diferentes aspectos do social. Retomam-se temas, problemas a abordagens clássicos na antropologia da arte e na etnomusicologia dialogando, por sua vez, com a produção teórica mais recente nessas áreas. O projeto prevê a realização de pesquisa antropológica em diferentes âmbitos artísticos, em diversas cenas musicais, e em festas e rituais, buscando, em todos os casos, entender a arte como forma singular de agenciamento e de elaboração de relações e categorias sociais.
Projeto: Arte, rituais e transformações no Chaco
Resumo: O projeto estuda as artes e os rituais dos guarani, chané e isosenhos na região fronteiriça entre a Bolívia, a Argentina e o Paraguai, no oeste do Chaco. As perguntas teóricas que guiam a proposta inspiram-se na perspectiva da antropologia da arte, onde se destaca o potencial de pensar os rituais, as artes e as musicalidades na sua performatividade. A pesquisa aborda os seguintes temas: 1) As memórias dos deslocamentos dos guarani e isosenhos da Bolívia ao Paraguai com a Guerra do Chaco e das transformações regionais impulsadas por forças modernizadoras. 2) A dinâmica espacial que se estabelece entre as comunidades da área graças à celebração anual do arete guasu. 3) As transformações nos conhecimentos musicais associados ao rito. 4) As relações entre aspectos musicais e sonoros com as outras linguagens que compõem o ritual. 5) As técnicas de figuração e a confecção de máscaras. (6) Os potenciais do uso de meios audiovisuais na pesquisa etnográfica em artes.
Rafael José de Menezes Bastos
Professor Emérito da UFSC. Professor Titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, onde coordena o núcleo de estudos “Arte, Cultura e Sociedade na America Latina e Caribe” (MUSA). Foi professor e/ou pesquisador visitante de várias universidades europeias (Portugal, França) e americanas (Estados Unidos, Canadá). Publicou mais de cem artigos e capítulos de livros, dois livros autorais e uma coletânea. Atua como conselheiro editorial de várias publicações no Brasil e no estrangeiro. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Etnologia e Etnomusicologia Indígenas, atuando principalmente nos seguintes temas: música nas terras baixas da América do sul, Alto Xingu, música popular, Santa Catarina e música na América Latina e Caribe. É a favor da manutenção e valorização do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e do retorno à normalidade democrática.
Projeto: Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe – Projeto Integrado de Pesquisa
Descrição: O problema central do projeto é a compreensão da sociabilidade, tomadas as artes e a artisticidade como chaves privilegiadas de leitura e o ritual, a festa, o show, o espetáculo como cenários primordiais de abordagem. Ele tem três áreas de atuação: Arte, Cosmologia e Filosofia nas Terras Baixas da América do Sul, com ênfase na Amazônia; Arte e Artisticidade nas Sociedades Nacionais da América Latina e Caribe, particularmente nos países do Mercosul e do Caribe hispânico; e Arte, Rito e Sociabilidade Luso-Açorianos, com âncora nas populações açoriano-brasileiras de Santa Catarina. A primeira área insere-se no campo da etnologia indígena, a segunda no da antropologia das sociedades nacionais modernas e a última no da antropologia do mundo luso-açoriano. O objetivo principal do projeto é contribuir para o avanço da antropologia das artes, da artisticidade, do ritual, da festa e de eventos como shows e espetáculos e para o conhecimento etnográfico e comparativo sobre as regiões por ele encompassadas. Com base nos estudos anteriormente realizados sobre a música, a dança, o grafismo, o ritual, o xamanismo, a arquitetura e outros sistemas estético-artísticos, o projeto pretende consolidar uma abordagem renovada da arte no campo antropológico. Nesta abordagem, a beleza deve ser lida como prototipicidade, eficácia, formatividade ou mesmo monstruosidade. O estado atual de conhecimento do problema central do projeto é ainda precário, nos planos teórico-metodológico e etnográfico das três regiões. Tudo começa com a dubiedade do próprio conceito de “arte” no campo antropológico, muitas vezes administrado ou de maneira etnocêntrica, com base em suas formulações ocidentais mais consuetudinárias, ou simplesmente descartado como inadequado aos mundos seja dos “primitivos” seja da modernidade, tipicamente, no caso desta última, daquele da “indústria cultural”.


